terça-feira, 31 de agosto de 2010

Heil, Alberto.

Para Alberto, nada definiu tanto sua vida como o seu nome. Tinha muito orgulho da sua origem alemã. Além dos seus genes 12,5% arianos.

Possuía uma braçadeira com uma suástica, que só usava em casa. Também tinha o costume de comer salsichas, tomar chope e cuidar de seus pastores alemães: Führer e Goebbels.

Falava alemão fluente, mesmo nunca tendo pisado no país. Desgostava do terceiro mundo onde vivia, e evitava todos aqueles que não pertenciam a raça pura. Ou que tivessem uma pequena porcentagem dela.

Alberto morreu de forma trágica, atropelado na frente da própria casa. O motorista do Audi, distraído, observava o Goebbels e o Führer transando no jardim.

2 comentários:

  1. Acho que este foi inspirado em mim na Alemanha. haha

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  2. Entrei aqui só por entrar e preciso dizer que fiquei surpresa, Bacon.
    Muito muito bons seus textos =D.
    Que o desemprego gere ócio criativo.
    ;*

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